Estratégia13 de outubro de 2026

Como configurar o Google Merchant Center, passo a passo

Como configurar o Google Merchant Center em 6 passos: verificação do site, portes, fonte de dados, Google Ads, regra europeia do CSS e produtos reprovados.

Dappio

O que é o Google Merchant Center e para que serve a uma loja online

O Google Merchant Center é uma plataforma gratuita da Google que permite às lojas online disponibilizar os seus produtos nos serviços da Google, incluindo o Google Shopping e os resultados de pesquisa.

Funciona como uma ligação entre o catálogo da loja e a Google. Em vez de apresentar apenas o endereço do website, a Google pode mostrar informações sobre os produtos, como a fotografia, o nome, o preço, a disponibilidade e a loja que os vende.

Por exemplo, quando alguém pesquisa por "máquina de café automática", pode encontrar diferentes modelos com os respetivos preços antes de visitar qualquer loja. Para um negócio online, isto representa uma oportunidade de chegar a pessoas que já estão à procura de um produto específico.

Para isso, o Merchant Center precisa de receber informações atualizadas sobre os artigos e confirmar que cumprem os requisitos da Google. Criar uma conta não garante que os produtos apareçam nas pesquisas, mas é um passo fundamental para participar nas listagens gratuitas e criar anúncios de Shopping.

Onde aparecem os produtos: separador Shopping, listagens gratuitas e anúncios

Depois de aprovados, os produtos podem aparecer em diferentes espaços da Google, dependendo da elegibilidade e do tipo de divulgação utilizado.

  • Separador Shopping: apresenta produtos de várias lojas, permitindo comparar fotografias, preços e outras características. Pode incluir resultados gratuitos e anúncios pagos.
  • Listagens gratuitas: permitem mostrar produtos sem pagar pelos cliques. Podem surgir na Pesquisa Google, no separador Shopping, no Google Imagens e noutros serviços, como o Google Lens.
  • Anúncios de Shopping: são formatos publicitários pagos que apresentam produtos a potenciais compradores. Exigem uma configuração publicitária adicional através do Google Ads.

A principal diferença está no investimento e na forma como os produtos são apresentados. As listagens gratuitas permitem obter visibilidade orgânica, enquanto os anúncios ajudam a promover o catálogo através de campanhas pagas. As duas opções podem funcionar em simultâneo.

Merchant Center, Google Shopping e Google Ads: quem faz o quê

Embora estejam relacionados, estes três serviços têm funções diferentes. Perceber a distinção evita uma confusão comum: pensar que adicionar produtos ao Merchant Center é o mesmo que criar uma campanha publicitária.

PlataformaPara que serveO que a loja faz
Google Merchant CenterGere as informações dos produtos e a respetiva elegibilidade.Envia o catálogo, atualiza preços e stock e corrige problemas identificados.
Google ShoppingPermite aos consumidores descobrir e comparar produtos de diferentes lojas.Disponibiliza produtos elegíveis para aparecerem em resultados gratuitos ou anúncios.
Google AdsGere campanhas publicitárias pagas, incluindo anúncios de Shopping.Define orçamentos, configura campanhas e acompanha o desempenho dos anúncios.

Na prática, o Merchant Center fornece os dados dos produtos, o Google Shopping é um dos espaços onde os compradores os podem encontrar e o Google Ads permite promover esses artigos através de publicidade paga.

Uma loja não precisa de investir em anúncios para começar a utilizar o Merchant Center. Pode começar pelas listagens gratuitas e avaliar posteriormente se faz sentido investir em campanhas publicitárias.

O mais importante é garantir que os dados dos produtos estão corretos e que a loja cumpre as políticas da Google. Essa base influencia tanto a elegibilidade para resultados gratuitos como a possibilidade de utilizar os produtos em campanhas pagas.

O que a loja precisa de ter antes de abrir a conta

Antes de começar a configurar o Google Merchant Center, convém confirmar que a loja online está preparada para receber visitantes e processar encomendas. Não basta ter produtos publicados. A Google também avalia se o website funciona corretamente, apresenta informações comerciais transparentes e oferece uma experiência de compra segura.

Uma loja com políticas incompletas, contactos difíceis de encontrar ou problemas no checkout pode enfrentar reprovações de produtos ou restrições na conta. Por isso, resolver estas questões antes da configuração evita correções posteriores e possíveis atrasos na aprovação.

O checklist seguinte reúne os principais pontos a verificar.

Checklist de pré-requisitos

  • Website publicado e funcional: O site deve estar acessível, sem páginas essenciais com erros, conteúdo provisório ou ligações que não funcionam.
  • Domínio próprio ou endereço da loja: É necessário ter acesso ao website e conseguir comprovar a sua associação à empresa. O domínio pode ser alojado numa plataforma de comércio eletrónico.
  • Conta Google acessível: Tenha uma conta Google, preferencialmente associada ao email profissional, para gerir o Merchant Center.
  • Dados da empresa atualizados: Prepare o nome comercial, a morada e os contactos de apoio ao cliente. Estes dados devem ser coerentes com os apresentados no website.
  • Páginas legais e políticas comerciais: Disponibilize informações sobre termos de compra, privacidade, envios, devoluções e reembolsos, de acordo com as obrigações aplicáveis.
  • Preços e disponibilidade corretos: Cada produto deve apresentar um preço claro, com os impostos aplicáveis, e indicar corretamente se está disponível para compra.
  • Processo de compra seguro: O cliente deve conseguir concluir a encomenda através de um checkout seguro, com pelo menos um método de pagamento convencional.
  • Informações de entrega claras: Indique os países ou regiões de entrega, os custos de envio e os prazos estimados, incluindo diferenças entre Portugal continental e as ilhas, quando aplicável.
  • Catálogo de produtos organizado: Prepare nomes, descrições, fotografias, preços, disponibilidade e identificadores dos produtos, quando aplicáveis.

Há dois aspetos que merecem especial atenção: a transparência da empresa e a consistência das informações. Por exemplo, se a loja anuncia entregas gratuitas, mas acrescenta portes inesperados no checkout, a experiência pode gerar problemas de conformidade. O mesmo acontece quando a política de devoluções não explica os prazos, as condições e os eventuais custos suportados pelo cliente.

As informações sobre devoluções devem estar acessíveis sem necessidade de iniciar sessão e ser consistentes com as que serão configuradas no Merchant Center.

Também não é obrigatório ter uma conta Google Ads ou um catálogo tecnicamente integrado antes de criar a conta Merchant Center. Essas ligações podem ser tratadas posteriormente.

Com estes requisitos assegurados, a loja fica mais bem preparada para avançar com a configuração, verificar o website e submeter os produtos à análise da Google.

Como configurar o Google Merchant Center em 6 passos

Com o website e as informações comerciais preparados, já pode avançar para a criação da conta. A configuração do Google Merchant Center é gratuita e pode ser feita diretamente na plataforma, sem conhecimentos de programação na maioria das lojas online.

O processo divide-se em seis passos:

  1. Criar a conta com o email da empresa.
  2. Preencher os dados do negócio e indicar onde os clientes compram.
  3. Verificar e reivindicar o website.
  4. Configurar os portes de envio e a política de devoluções.
  5. Adicionar os produtos através de uma fonte de dados.
  6. Consultar o diagnóstico e corrigir eventuais problemas.

1. Criar a conta com o email da empresa

Aceda ao Google Merchant Center e inicie sessão com uma conta Google. Idealmente, utilize um email profissional ao qual a empresa tenha acesso permanente.

Siga as instruções para criar a conta. Não é necessário associar imediatamente uma conta Google Ads nem introduzir dados de pagamento para utilizar as funcionalidades gratuitas.

2. Preencher os dados da empresa e onde o cliente compra

Introduza o nome comercial, o país da empresa e os restantes dados solicitados. Indique também que os clientes podem comprar os produtos através do website.

Confirme que o nome e os contactos correspondem às informações apresentadas na loja. Esta consistência ajuda a Google a identificar o negócio e evita dúvidas durante a análise.

3. Verificar e reivindicar o website

A verificação confirma que tem controlo sobre o website. A reivindicação associa esse endereço à conta Merchant Center para utilização dos dados dos produtos.

Em algumas lojas, a Google consegue concluir a verificação automaticamente. Caso contrário, pode ser necessário escolher um dos métodos disponíveis.

Método de verificaçãoComo funciona
Plataforma de comércio eletrónicoConfirma a propriedade através de uma integração compatível.
EmailEnvia um código para um endereço associado ao website, quando disponível.
Etiqueta HTML ou ficheiro HTMLExige adicionar uma etiqueta ao código ou colocar um ficheiro no servidor.
Google Analytics ou Google Tag ManagerUtiliza uma configuração existente, desde que tenha as permissões necessárias.

Depois da verificação, confirme que o website está reivindicado pela conta correta. Se o domínio já estiver associado a outra conta Merchant Center, poderá ser necessário resolver essa associação antes de continuar.

4. Configurar os portes e a política de devoluções

Nas definições de envio e devoluções, indique os destinos de entrega, os custos aplicáveis e os prazos estimados. Os valores devem corresponder aos que o cliente encontra no website e durante o checkout.

Por exemplo, uma loja portuguesa pode praticar os seguintes preços:

DestinoPortes de envio (exemplo)
Portugal continental4,90 €
Açores9,90 €
Madeira8,90 €

Valores meramente ilustrativos. A configuração de tarifas distintas por destino depende das opções de envio disponíveis na conta e no país.

Defina também a política de devoluções, incluindo prazos, condições e custos. Confirme que estas informações estão publicadas e acessíveis no website.

5. Adicionar os produtos através de uma fonte de dados

Aceda à área de produtos e escolha a opção para adicionar produtos ou uma nova fonte de dados.

Pode utilizar uma folha de cálculo do Google, um ficheiro de produtos ou uma integração com a plataforma da loja. A fonte de dados comunica à Google informações como título, descrição, imagem, preço, disponibilidade e ligação para a página de cada artigo.

Se utilizar uma plataforma compatível, poderá sincronizar automaticamente o catálogo, reduzindo a necessidade de atualizações manuais.

6. Ler o diagnóstico antes de dar a conta por pronta

Depois de enviar os produtos, consulte a área de produtos e os respetivos estados de aprovação. A Google analisa os dados e indica se existem problemas que impedem a apresentação dos artigos.

Preste especial atenção a produtos reprovados, informações em falta e diferenças entre os dados enviados e o website.

Ter os produtos carregados não significa que estejam aprovados ou visíveis no Google Shopping. A conta só deve ser considerada operacional quando as configurações essenciais estão concluídas e os produtos pretendidos estão elegíveis para apresentação.

O diagnóstico permite identificar o que falta corrigir antes de começar a depender deste canal para atrair potenciais compradores.

Como enviar os produtos: quatro formas de criar a fonte de dados

Depois de configurar a conta, é necessário garantir que o Google Merchant Center recebe as informações dos produtos. Para isso, utiliza uma fonte de dados, também conhecida como feed de produtos, que reúne informações como títulos, preços, imagens, disponibilidade e ligações para as páginas da loja.

A escolha do método depende do tamanho do catálogo, da plataforma utilizada e da frequência com que os preços e o stock mudam.

Forma de envioMais indicada paraAtualização
Folha de cálculo do GoogleLojas com poucos produtosSincronização da folha configurada
Ficheiro TXT, TSV ou XMLCatálogos organizados em ficheiroManual ou programada
Aplicação da plataformaShopify, WooCommerce ou WixAutomática, conforme a integração
API ou feed gerado pela lojaCatálogos grandes ou stock variávelAutomatizada, conforme a configuração

Existe ainda a possibilidade de a Google identificar produtos diretamente no website através de dados estruturados, desde que a loja reúna as condições necessárias.

Folha de cálculo do Google ou ficheiro: para catálogos pequenos

Para uma loja com poucos artigos, uma folha de cálculo pode ser suficiente. O Merchant Center disponibiliza um modelo com colunas para os atributos dos produtos, que pode preencher e atualizar à medida que o catálogo muda.

Outra opção é criar um ficheiro TXT, TSV ou XML e enviá-lo para a plataforma. O ficheiro pode ser carregado manualmente ou disponibilizado num endereço para atualização programada.

A principal desvantagem é a manutenção. Se alterar um preço ou esgotar um produto, deve garantir que a alteração também chega ao Merchant Center. Num ficheiro carregado manualmente, isso exige um novo envio.

Aplicação da plataforma: Shopify, WooCommerce e Wix

Se a loja utiliza Shopify, WooCommerce ou Wix, pode recorrer a uma aplicação ou integração compatível para ligar o catálogo ao Merchant Center.

Em geral, este método permite sincronizar produtos, preços, imagens e disponibilidade sem preencher manualmente uma segunda lista.

A configuração concreta depende da plataforma e da aplicação escolhida. Mesmo com sincronização automática, deve confirmar que os produtos são enviados corretamente e que não existem atributos em falta.

Para muitas lojas online, esta é a solução mais prática, porque permite continuar a gerir o catálogo no sistema habitual e reduz o trabalho duplicado.

API ou feed gerado pela própria loja: stock que muda todos os dias

Quando uma loja tem centenas ou milhares de artigos, atualizações frequentes de preços ou disponibilidade variável, pode precisar de uma integração mais personalizada.

A Merchant API permite comunicar diretamente com o Merchant Center e automatizar a gestão dos produtos e do inventário. Em alternativa, a loja pode gerar um ficheiro atualizado e disponibilizá-lo para recolha programada pela Google.

Exemplo: fonte de dados gerada pela loja

Uma loja de eletrodomésticos atualiza o stock várias vezes por dia. O seu sistema gera um ficheiro XML com os preços e a disponibilidade atuais, que o Merchant Center recolhe segundo um horário definido.

Percurso dos dados

  1. Catálogo da loja
  2. Ficheiro XML
  3. Merchant Center

As alterações chegam à Google após a recolha e o processamento do ficheiro. A sincronização não é necessariamente imediata.

Esta abordagem exige mais conhecimentos técnicos, mas oferece maior controlo sobre os dados enviados.

Independentemente do método escolhido, o objetivo é o mesmo: manter as informações do Merchant Center alinhadas com as páginas dos produtos. Um sistema automático mal configurado pode gerar tantos problemas como um ficheiro manual desatualizado. A qualidade dos dados continua a ser essencial para a aprovação e apresentação dos artigos.

Os atributos que decidem se um produto é aprovado

Enviar os produtos para o Google Merchant Center não garante a sua aprovação. A Google analisa os dados recebidos para compreender o que a loja vende e verificar se as informações correspondem às apresentadas no website.

Cada produto precisa de atributos que descrevam corretamente o artigo, o preço, a disponibilidade e a página onde pode ser comprado. Informações incompletas, incorretas ou contraditórias podem causar avisos, limitar a visibilidade ou levar à reprovação.

Os atributos obrigatórios e o que cada um deve conter

Os requisitos variam conforme a categoria do produto, o país de venda e o tipo de apresentação. No entanto, existem campos fundamentais que a maioria das lojas deve preparar.

AtributoO que deve conter
ID [id]Código único e estável para identificar cada produto.
Título [title]Nome claro que descreva o artigo vendido.
Descrição [description]Características relevantes, sem mensagens promocionais desnecessárias.
Link [link]Endereço da página específica do produto.
Imagem [image_link]URL de uma fotografia nítida e representativa do artigo.
Preço [price]Valor de venda, com moeda e impostos aplicáveis.
Disponibilidade [availability]Estado do stock, como in_stock ou out_of_stock.
Estado [condition]Indicação de produto novo, usado ou recondicionado, quando exigida.

Outros atributos, como marca, GTIN, MPN, cor, tamanho ou grupo de variantes, podem ser obrigatórios em determinadas situações. A referência mais segura é a especificação oficial de dados de produtos da Google.

GTIN, marca e MPN: quando são exigidos e quando o produto não os tem

Estes identificadores ajudam a Google a reconhecer um produto e a associá-lo a pesquisas relevantes.

  • GTIN: código comercial global, como o EAN presente em muitos produtos vendidos em Portugal.
  • Marca: nome do fabricante ou da marca comercial do artigo.
  • MPN: referência atribuída pelo fabricante para identificar um modelo específico.

Os requisitos dependem do produto. Quando existe um GTIN atribuído pelo fabricante, deve ser enviado. Se não existir, pode ser necessário fornecer a marca e o MPN.

Produtos artesanais, personalizados ou peças únicas podem não possuir estes identificadores. Nesses casos, o atributo identifier_exists com o valor no permite indicar a sua ausência, quando aplicável.

Nunca invente um GTIN ou utilize o código de outro produto. Um identificador incorreto pode provocar a reprovação do artigo.

Títulos que descrevem o produto como o comprador o procura

O título deve ajudar o comprador a perceber imediatamente o que está à venda. Um nome demasiado genérico dificulta a identificação do artigo, sobretudo quando existem produtos semelhantes de várias lojas.

  • Título fraco: Máquina de café fantástica ao melhor preço
  • Título forte: Máquina de Café Automática Philips Série 2200 EP2220/10 Preta

O segundo exemplo identifica o tipo de produto, a marca, a série, o modelo e a cor. São informações úteis para quem procura uma máquina específica.

Sempre que fizer sentido, inclua características relevantes como capacidade, material, dimensão ou compatibilidade. Evite expressões como "promoção imperdível" e informações que não descrevem o produto.

Preço e stock iguais aos do site, com IVA incluído

Um dos cuidados mais importantes é manter o preço e a disponibilidade da fonte de dados iguais aos apresentados na página do produto e no checkout.

Para produtos vendidos a consumidores em Portugal, o preço enviado deve incluir o IVA aplicável, tal como o preço de venda apresentado ao cliente.

Se um artigo custa 49,90 € no Merchant Center, mas aparece por 54,90 € no website, a Google pode identificar a diferença e reprovar o produto. O mesmo acontece quando a fonte de dados indica que um artigo está disponível, mas a loja já não permite comprá-lo.

Estas diferenças são particularmente frequentes em lojas com promoções, preços dinâmicos ou stock atualizado várias vezes ao dia.

Por isso, a sincronização entre o catálogo e o website deve ser uma prioridade contínua, não apenas uma tarefa realizada durante a configuração inicial. Manter os atributos corretos melhora a qualidade dos dados e reduz o risco de interrupções na apresentação dos produtos.

Ligar o Merchant Center ao Google Ads para criar anúncios de Shopping

Depois de adicionar e validar os produtos, pode ligar o Google Merchant Center ao Google Ads para começar a promovê-los através de campanhas pagas.

Esta ligação permite que o Google Ads utilize as informações do catálogo, incluindo imagens, preços e disponibilidade, para criar anúncios de produtos. Ao contrário das listagens gratuitas, estas campanhas exigem um orçamento publicitário.

Não é obrigatório anunciar para utilizar o Merchant Center. A associação ao Google Ads só é necessária quando a loja pretende investir em publicidade.

Como associar as duas contas

A ligação pode ser iniciada no Merchant Center ou no Google Ads. Se já tiver as duas contas criadas, o processo é relativamente simples:

  1. Entre no Google Merchant Center.
  2. Abra Definições > Acesso e serviços > Aplicações e serviços.
  3. Selecione a opção para adicionar um serviço.
  4. Escolha Google Ads e identifique a conta que pretende associar.
  5. Confirme a ligação e, se necessário, aceite o pedido de autorização.

Se tiver permissões de administrador nas duas contas, a associação poderá ser aprovada automaticamente. Os nomes dos menus podem variar conforme a versão da interface.

Antes de criar uma campanha, confirme também que o acompanhamento de conversões está configurado. Sem essa medição, torna-se mais difícil perceber quais os anúncios que geram vendas e se o investimento está a compensar.

Campanha de Shopping ou Performance Max: por onde começar

O Google Ads oferece duas opções importantes para promover produtos de uma loja online: campanhas de Shopping standard e campanhas Performance Max.

As campanhas de Shopping standard concentram-se na promoção dos produtos através de anúncios de Shopping. Permitem controlar aspetos como grupos de produtos, orçamento e estratégias de licitação.

Já as campanhas Performance Max utilizam a inteligência artificial da Google para distribuir anúncios por diferentes canais, incluindo Pesquisa, Shopping, YouTube, Gmail, Discover e Rede de Display.

A escolha depende dos objetivos e dos recursos da loja.

  • Shopping standard: pode ser uma boa opção para começar com maior controlo sobre os produtos promovidos e analisar o desempenho deste formato.
  • Performance Max: pode fazer sentido quando a loja pretende alcançar clientes em vários canais e dispõe de dados de conversão fiáveis para orientar a otimização automática.

Nenhuma das opções garante melhores resultados em todos os negócios. A Google disponibiliza experiências para comparar o desempenho das campanhas e ajudar a tomar decisões com base em resultados reais.

Para uma loja que está a começar, é preferível escolher uma estratégia adequada ao orçamento e acompanhar as vendas geradas, em vez de lançar várias campanhas sem dados suficientes para avaliar o retorno.

CSS: porque na Europa os anúncios de Shopping passam por um intermediário

Em Portugal e noutros países europeus abrangidos pelo programa CSS, os anúncios de Shopping são apresentados através de um Comparador de Preços (Comparison Shopping Service).

Um CSS é um serviço que permite comparar produtos de diferentes lojas. A própria Google disponibiliza um destes serviços, o Google Shopping, mas existem também operadores independentes.

Ideia-chave sobre o CSS

Utilizar um CSS é obrigatório para apresentar anúncios de Shopping nos países abrangidos, mas não significa que tenha de contratar um intermediário externo. Pode utilizar o Google Shopping como CSS ou escolher outro serviço compatível.

Alguns CSS independentes oferecem modelos de preços, ferramentas ou serviços de gestão diferentes. Por isso, pode valer a pena comparar as condições, especialmente quando a loja já investe regularmente em anúncios.

A escolha de um CSS não substitui o Merchant Center nem o Google Ads. Os produtos continuam a precisar de cumprir os requisitos da Google, independentemente do serviço escolhido.

Para quem está a configurar a primeira campanha, o essencial é confirmar qual o CSS associado à conta, compreender eventuais custos adicionais e garantir que os anúncios direcionam os clientes para páginas onde podem realmente comprar os produtos.

Produtos reprovados e conta suspensa: os erros mais comuns

Mesmo depois de configurar corretamente o Google Merchant Center, alguns produtos podem ser reprovados ou deixar de aparecer no Google Shopping. Isso acontece quando a Google identifica problemas nos dados enviados, nas imagens, no website ou no cumprimento das suas políticas.

É importante distinguir duas situações: a reprovação de um produto afeta artigos específicos, enquanto a suspensão da conta pode impedir a apresentação de todo o catálogo.

Na área de produtos que precisam de atenção, o Merchant Center indica os problemas identificados e disponibiliza orientações para os corrigir.

Preço ou disponibilidade diferentes entre a fonte de dados e a página

Uma das causas mais frequentes de reprovação é a diferença entre os dados do Merchant Center e aquilo que o cliente encontra no website.

Erro comum: preço desatualizado

  • Merchant Center: 39,90 €
  • Website da loja: 44,90 €

A diferença pode levar à reprovação do produto, mesmo quando resulta apenas de uma promoção terminada.

O mesmo problema ocorre quando um artigo aparece como disponível na fonte de dados, mas está esgotado no website.

Para evitar estas situações, sincronize as atualizações de preços e stock. A Google também disponibiliza atualizações automáticas que podem corrigir algumas diferenças, mas não substituem uma fonte de dados atualizada.

Imagens com texto promocional, marca de água ou demasiado pequenas

As imagens principais devem mostrar claramente o produto vendido. A Google pode reprovar fotografias com marcas de água, mensagens como "50% de desconto" ou elementos gráficos promocionais adicionados à imagem.

Também existem requisitos mínimos de dimensão. Em outubro de 2026, aplicam-se mínimos gerais de 100 × 100 píxeis para produtos que não sejam vestuário e 250 × 250 píxeis para vestuário. A partir de 31 de janeiro de 2027, o mínimo anunciado passa a 500 × 500 píxeis para todos os produtos.

Por isso, é aconselhável utilizar desde já fotografias nítidas, suficientemente grandes e sem sobreposições promocionais.

Suspensão por deturpação: quando o site não inspira confiança

A deturpação, identificada pela Google como misrepresentation, é uma infração relacionada com informações comerciais falsas, enganosas ou insuficientes.

Pode envolver situações como contactos comerciais incorretos, custos ocultos, condições de compra pouco transparentes ou políticas de devolução que não correspondem à realidade.

Uma suspensão por deturpação não significa necessariamente que a loja tenha agido intencionalmente de forma enganosa. No entanto, exige uma análise cuidadosa do website e das informações fornecidas à Google.

Corrigir apenas a fonte de dados pode não ser suficiente. É necessário verificar também a identidade comercial, as páginas legais, os métodos de pagamento e o funcionamento efetivo das encomendas.

Pedir uma nova revisão depois de corrigir

Depois de resolver os problemas identificados, pode solicitar uma nova análise através do Merchant Center, quando essa opção estiver disponível.

Antes de avançar, confirme os pontos seguintes.

Checklist antes de pedir revisão

  • Os preços e a disponibilidade correspondem ao website e ao checkout.
  • As imagens cumprem os requisitos da Google.
  • Os contactos e os dados da empresa estão corretos e acessíveis.
  • As políticas de envio, devolução e reembolso estão publicadas.
  • O checkout funciona e permite concluir uma compra.
  • As alterações foram guardadas e sincronizadas com o Merchant Center.

Aceda ao problema identificado, siga as instruções e selecione a opção para pedir revisão, se estiver disponível. Em caso de suspensão, podem existir períodos de espera entre pedidos, especialmente após revisões sem sucesso.

A aprovação não é automática nem garantida. Por isso, é preferível corrigir todas as causas identificadas antes de submeter um novo pedido, em vez de repetir revisões sem alterações efetivas.

Quanto custa pôr os produtos no Google Shopping

Criar uma conta no Google Merchant Center e apresentar produtos em listagens gratuitas não tem custos. A loja só precisa de pagar à Google se decidir utilizar campanhas publicitárias, como os anúncios de Shopping.

No entanto, existem custos indiretos que devem ser considerados, sobretudo quando o catálogo exige integrações técnicas ou atualizações frequentes.

ElementoCustoObservações
Conta Merchant CenterGratuitoSem mensalidade de utilização.
Verificação do websiteGratuitoPode exigir acesso técnico ao site.
Listagens gratuitasGratuitoNão há cobrança pelos cliques orgânicos.
Anúncios de ShoppingPagoO custo depende dos cliques e das condições da campanha.
Integração e manutençãoVariávelPode envolver aplicações pagas, desenvolvimento ou serviços externos.

O que é gratuito: conta, verificação e listagens gratuitas

Uma loja online pode criar a conta, verificar o domínio, enviar produtos e participar nas listagens gratuitas sem pagar uma subscrição ao Google Merchant Center.

Os produtos elegíveis podem aparecer em diferentes serviços da Google, incluindo Pesquisa, Google Shopping e Google Imagens. Não existe um custo por clique quando alguém visita a loja através destas listagens.

Contudo, gratuito não significa visibilidade garantida. A apresentação dos artigos depende da elegibilidade, da relevância dos produtos e dos sistemas de classificação da Google.

O que se paga: o clique nos anúncios de Shopping

Nas campanhas de Shopping standard, o modelo habitual é o custo por clique (CPC). A loja paga quando alguém clica num anúncio, e não simplesmente porque o produto foi apresentado.

O valor de cada clique varia consoante a concorrência, os produtos anunciados e a estratégia de licitação.

Imagine uma campanha com os seguintes resultados:

CliquesCPC médioCusto total
2000,30 €60 €

200 cliques × 0,30 € = 60 € de investimento publicitário, sem considerar eventuais impostos.

Estes valores são apenas um exemplo, não uma estimativa do custo real dos anúncios em Portugal.

O Google Ads permite definir orçamentos e utilizar estratégias de licitação automáticas. Ainda assim, receber cliques não significa necessariamente conseguir vendas. É importante acompanhar o custo por conversão e comparar o investimento com a margem dos produtos vendidos.

O custo que não aparece na fatura: manter a fonte de dados certa

Mesmo sem investir em publicidade, a loja precisa de manter o catálogo atualizado. Esse trabalho representa tempo e, em alguns casos, custos adicionais.

Uma loja pequena pode gerir os produtos através de uma folha de cálculo gratuita. Já um negócio com centenas de artigos, alterações constantes de stock ou várias categorias pode precisar de uma integração automatizada.

Os principais custos indiretos incluem a configuração inicial da fonte de dados, aplicações de sincronização, apoio técnico e tempo dedicado à correção de erros.

Por exemplo, se uma integração deixar de atualizar os preços, a loja pode acumular produtos reprovados e perder oportunidades de venda até resolver o problema.

Por isso, o custo real de utilizar o Google Shopping não deve ser avaliado apenas pelo orçamento dos anúncios. Uma fonte de dados fiável, uma manutenção regular e o acompanhamento do desempenho são igualmente importantes para aproveitar o canal de forma sustentável.

Perguntas frequentes sobre o Merchant Center

Mesmo depois de configurar a conta, é normal surgirem dúvidas sobre o acesso à plataforma, os prazos de aprovação e os tipos de negócios que podem utilizar o Google Shopping. Estas são algumas das questões mais comuns.

Como entrar no Google Merchant Center?

Para entrar no Google Merchant Center, aceda a merchants.google.com e inicie sessão com a conta Google associada à loja.

Se gerir várias empresas, confirme que selecionou a conta Merchant Center correta. Caso não consiga aceder, verifique se está a utilizar o email autorizado ou peça ao administrador da conta para lhe conceder acesso.

O que é o Merchant Center Next?

O Merchant Center Next foi a versão simplificada do Google Merchant Center, criada para facilitar a configuração, a gestão de produtos e a consulta do desempenho das lojas.

Em julho de 2026, a Google anunciou a retirada da designação "Next". A plataforma passou a chamar-se simplesmente Google Merchant Center, sem alterações obrigatórias às contas, aos catálogos ou às campanhas existentes.

Por isso, se encontrar tutoriais que mencionam Merchant Center Next, saiba que se referem à versão modernizada da plataforma atualmente utilizada.

Quanto tempo demora até os produtos aparecerem no Google?

Depois de enviar os produtos, a Google precisa de processar as informações e verificar se cumprem os requisitos da plataforma.

A análise inicial pode demorar alguns dias úteis, dependendo da conta, do tipo de produto e das verificações necessárias. Produtos com erros ou informações incompletas podem exigir correções e uma nova análise.

A aprovação não garante que um produto apareça imediatamente em todas as pesquisas. A visibilidade depende também da relevância e da elegibilidade para cada formato.

Para acompanhar o processo, consulte o estado dos produtos no Merchant Center.

A Google indica que a revisão inicial para anúncios de Shopping pode demorar entre três e cinco dias úteis, enquanto outros formatos, incluindo listagens gratuitas, podem exigir mais tempo.

Uma loja física sem venda online pode usar o Merchant Center?

Sim. Uma loja física pode utilizar o Merchant Center para apresentar os produtos disponíveis no estabelecimento através das listagens locais gratuitas e dos anúncios de inventário local.

Para isso, precisa de fornecer informações sobre a localização da loja e o stock dos produtos, podendo também ser necessário associar o Perfil de Empresa no Google.

Em Portugal, estas funcionalidades estão disponíveis para lojas elegíveis. Existem inclusivamente opções que permitem mostrar a disponibilidade dos produtos sem ter uma loja online com checkout.

Posso pôr serviços ou produtos digitais no Google Shopping?

Em regra, os serviços não são elegíveis para anúncios de Shopping. Atividades como limpeza, consultoria, reparações ou prestação de serviços profissionais não podem ser anunciadas neste formato como se fossem produtos físicos.

Os produtos digitais também têm restrições. Por exemplo, os ebooks não são permitidos em anúncios de Shopping, embora possam ser elegíveis para determinadas listagens gratuitas.

A elegibilidade depende do tipo de produto e do formato pretendido. Para promover serviços, as campanhas de pesquisa do Google Ads podem ser uma alternativa mais adequada.

Como encerrar uma conta do Google Merchant Center?

Para encerrar uma conta, entre no Merchant Center com permissões de administrador e siga estes passos:

  1. Abra Definições.
  2. Selecione Geral.
  3. No separador de configuração da conta, procure a opção Encerrar conta do Merchant Center.
  4. Leia as informações apresentadas e confirme o encerramento.

O encerramento elimina os dados da conta e interrompe a apresentação dos produtos nos serviços associados da Google. Antes de confirmar, descarregue as informações que pretende conservar e verifique eventuais campanhas ou integrações ativas.

Se a conta estiver suspensa, eliminá-la e criar outra não resolve necessariamente o problema. Nesse caso, é preferível corrigir as infrações identificadas e solicitar uma revisão.