No fabrico por encomenda, cada produto nasce de um pedido específico. Não há stock a escoar: há um RFQ com um desenho, um orçamento técnico a preparar e uma produção que só arranca depois da adjudicação. Este modelo make-to-order ganha-se na rapidez e no rigor do orçamento e na fiabilidade do prazo de entrega, e aplica-se de igual forma a metalomecânica, equipamentos ou componentes.
O CRM mantém o pedido de orçamento, o desenho, as revisões e os prazos combinados com o cliente, e liga-se ao ERP que a empresa já usa. Não o substitui: a ordem de produção, o planeamento e a faturação continuam lá.
Chega um pedido de cotação com especificações e, quase sempre, um desenho.
CRMcada RFQ com cliente, especificações e desenho, e comercial responsável.
Prepara-se o orçamento técnico a partir do desenho, com revisões.
CRMorçamento com versões, mantendo o histórico das revisões sob desenho.
Adjudicado o negócio, entra em produção com base nas especificações.
CRMordem de produção criada da adjudicação, com a informação técnica transferida.
Produz-se e entrega-se num prazo que o cliente acompanha de perto.
CRMprazos acompanhados, com alertas e visibilidade do estado ao cliente.
Num modelo make-to-order, cada RFQ exige engenharia antes de haver preço. Quando o orçamento depende de um técnico sobrecarregado e de ficheiros soltos, a resposta demora dias e o cliente adjudica a quem cotou primeiro. A velocidade de orçamentação é o motor do negócio.
O desenho muda, o cliente pede alterações e surgem várias versões do mesmo orçamento. Sem registo organizado, perde-se o rasto de qual versão está em cima da mesa.
Fechado o negócio, a informação técnica passa para a produção por email e memória. Um dado em falta ou uma versão errada geram retrabalho, desperdício e atrasos.
O cliente industrial acompanha o prazo de perto, porque a sua produção depende dele. Sem visibilidade do estado, cada atraso é uma reclamação e um risco para a relação.
Muitos clientes voltam a pedir peças iguais ou semelhantes. Sem histórico de desenhos e orçamentos por cliente, orça-se tudo de novo do zero, perdendo tempo e margem.